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PASSADIÇOS DO MONDEGO: sem financiamento garantido

As obras dos futuros passadiços do Mondego, na Guarda, num projeto idêntico ao que já existe em Arouca, mas com diferenças geográficas e geológicas já estão no terreno.

A Câmara Municipal da Guarda, após visto do Tribunal de Contas (TdC) deu início às obras da primeira fase da construção dos Passadiços do Mondego, no vale do Mondego. A AFAPLAN está também a prestar os seus serviços de engenharia e construção na obra.

O projeto implica a construção de estruturas de madeira, pontes pedonais e duas pontes suspensas. A empreitada tem um “custo estimado superior a 3 milhões de euros”. Inicialmente foi dito pelo anterior presidente da Camara Álvaro Amaro que os montantes investidos seriam comparticipados com fundos comunitários.

No entanto, o atual executivo Municipal tomou a decisão de avançar com o Projeto sem que “tenha garantido qualquer investimento ou comparticipação comunitária”.

O presidente da Camara terá apelado ao Governo, para que encontrem uma solução que permita o cofinanciamento desta obra que o município já iniciou.

Foi lançado o Concurso público, com data de adjudicação a 21-03-2019 com o valor de 1.476.483,37 € + IVA (ou seja €1.816.074,54 c/ IVA) com um prazo de execução de 360 dias, pelo anterior presidente da Camara Álvaro Amaro, que está atualmente em Bruxelas.

Foi lançado outro Concurso público, com data de adjudicação a 21-03-2019, com o valor de 1.257.227,57 € +IVA (ou seja €1.546.389,91 c/ IVA), com um prazo de execução de 360 dias.

Totaliza o montante de €3.362.464,45 com IVA, um investimento superior a três milhões de euros.

O atual executivo do PSD, após a saída de Álvaro Amaro optou por avançar com a obra sem ter qualquer garantia de financiamento mas considerando a obra estrutural para o desenvolvimento do concelho da Guarda.

O trajeto dos Passadiços do Mondego desenvolve-se nas margens do rio Mondego (Cfr. fotos), ao longo de um percurso com cerca de 11,5 quilómetros.

Os futuros passadiços desenham o mapa de uma velha aliança cultural alicerçada na pastorícia e nas fábricas de lanifícios que foram sendo abandonadas ao longo de todo o curso do rio.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Guarda, o plano abrange áreas como o geossítio do Mocho Real, antigas fábricas de lanifícios e de produção de eletricidade (Central Hidroelétrica do Pateiro), entre outros locais, Pero soares, Vila Soeiro, beneficiando as freguesias de Videmonte, Maçainhas, Meios, Trinta e Corujeira, Mizarela e Aldeia Viçosa e até as chamadas “marmitas de gigante”.

Recorde-se que os “Passadiços do Mondego” foram um dos projetos prometidos pelo ex-presidente da Câmara Álvaro Amaro. O autarca sempre defendeu tratar-se de um projeto estruturante para o concelho. No programa eleitoral da candidatar do PSD às autárquicas de 2017, o projeto é considerado como «um investimento âncora de cariz regional em todo o Vale do Mondego».

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