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CCDRC: Isabel Damasceno proposta por PS e PSD

Acordo entre PS e PSD, para aprovar o nome de Isabel Damasceno para continuar à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro está concluído.

 As eleições estão marcadas para 16 de outubro. A atual presidente assumiu o cargo no início do ano.

A ex-autarca do PSD, de 64 anos, foi nomeada em regime de substituição por um “período de noventa dias ou até à designação de novo titular” para assumir a coordenação da CCDR Centro.

Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Foi Professora do Ensino Preparatório e Secundário e quadro superior da Portugal Telecom, tendo desempenhado as funções nas áreas de Recursos Humanos e Responsável pela Área Comercial de negócios pessoais.

Enquanto presidente da Câmara Municipal de Leiria (1998-2009), foi eleita pelo PSD, e, entre 2002-2009, exerceu a vice-presidência do Conselho Diretivo da ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Foi desde fevereiro de 2010 vogal executiva do Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro.

Até agora, os presidentes das cinco CCDR – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – eram nomeados pelo Governo.

As negociações entre os socialistas e os sociais-democratas, foram paradas durante o fim-de-semana em virtude dos congressos federativos dos socialistas, e serão retomadas na próxima quarta-feira.

O objetivo principal será definir quem ficará com as duas vice-presidências deste órgão que gere os fundos comunitários no território.

Existe um acordo de princípio, entre os principais partidos, para que os cargos não sejam ocupados por autarcas em fim de carreira, estando o perfil definido como pessoas de competências académicas ou carreira em grandes empresas, preferencialmente tecnológicas.

Alguns presidentes da Câmara, que foram apontados para uma das vice-presidências estão fora da corrida, por não se inserirem no perfil identificado.

De referir, que os dirigentes das CCDR são eleitos por um colégio eleitoral de autarcas, mas o seu mandato pode ser revogado por deliberação fundamentada do Governo, após audiência do titular e ouvido o Conselho Regional da respetiva área, e em caso de os eleitos realizarem uma “grave violação dos princípios de gestão fixados nos diplomas legais e regulamentares aplicáveis”.