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DEBATE: Educação para a Cidadania

Num debate épico na SIC Notícias, ontem Daniel Oliveira e Sérgio Sousa Pinto, que assinaram manifestos contrários,” um a defender a obrigatoriedade da disciplina e outro a contesta-la, falaram sobre as temáticas abordadas nas aulas desta área curricular e sobre a objeção de consciência invocada pelo pai de dois alunos”.

 

Daniel Oliveira, que está habituado aos monólogos controlados na comunicação social teve grande dificuldade em esgrimir argumentos que pudessem acompanhar as suas crónicas nos jornais.

 

 

O deputado do PS apresentou-se a favor da disciplina, mas dentro de “certos moldes” e que nela deveriam ser debatidos temas como o estado de direito, a igualdade do cidadão, a democracia, a representação parlamentar, os deveres coletivos, entre outras.

 

Por outro lado, Daniel Oliveira referiu que a “escola não é neutra” e que tem valores, “como a igualdade de género e o combate à homofobia, que estão plasmados na Constituição portuguesa”.

 

Recorde-se que a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, cuja obrigatoriedade está a gerar polémica, começou a ser lecionada no ano letivo de 2017-18, com o objetivo de promover uma sociedade mais justa e inclusiva através da educação.

A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento faz parte das componentes do currículo nacional e é desenvolvida nas escolas segundo três abordagens complementares: natureza transdisciplinar no 1.º ciclo do ensino básico, disciplina autónoma no 2.º e no 3. º ciclos do ensino básico e componente do currículo desenvolvida transversalmente com o contributo de todas as disciplinas e componentes de formação no ensino secundário.

 

O caráter obrigatório e a possibilidade de os pais poderem invocar a objeção de consciência para que os seus filhos não frequentem a disciplina tem sido alvo de discussão nos últimos dias com o surgimento de um manifesto assinado por 100 personalidades – entre as quais o ex-presidente da República Cavaco Silva, o ex primeiro-ministro Passos Coelho e o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente – que contesta a obrigatoriedade da disciplina, e de outro, com 8000 assinaturas, a defender a sua obrigatoriedade.

 

Fonte: SIC Noticias 

 

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