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AGRICULTURA: oportunidades nos dois lados da Raia

A Ministra da Agricultura abordou as questões vão ser tratadas na próxima Cimeira Ibérica, que estava prevista para o dia 2 de Outubro na Guarda, teve que ser adiada devido a uma reprogramação do Conselho Europeu para a mesma dada. Devido a um teste positivo a Covid no staff do presidente, Charles Michel.

 

“A fronteira não pode impedir o desenvolvimento conjunto ibérico”, defendeu numa entrevista a Efe a Ministra da Agricultura.

 

Maria do Céu Antunes está “convencida que a covid-19 não deve travar a estratégia de colaboração entre Espanha e Portugal”.

 

A Ministra da Agricultura considerou que a pandemia pode abrir uma “oportunidade” para que Espanha e Portugal impulsionem as exportações dos produtos agrícolas ibéricos e defendeu uma política exportadora conjunta “mais agressiva” para este sector.

 

Produtos como o vinho, o azeite, os hortofrutícolas têm, disse, um “potencial imenso de comercialização”. A ministra apostou também em políticas públicas “muito claras” para acolher e integrar os imigrantes temporários.

 

Acrescentou que que este é o momento para “definir uma política articulada” entre ambos os países “para que não se sinta o efeito da fronteira”. Os 1.232 quilómetros da fronteira hispano-lusa assenta num território rural de baixa densidade populacional e muito envelhecida. Os fundos europeus poderão ajudar a combater “estas desigualdades sociais”, sublinhou.

 

Aproximadamente 60% do dinheiro da PAC serão utilizados em Espanha e Portugal para o “pagamento único” recebido pelos profissionais agrícolas, enquanto o resto será aplicado nas políticas de desenvolvimento rural.

 

Para Maria do Céu Antunes é importante que “se criem oportunidades nos dois lados da Raia” para alcançar “um melhor espaço comercial, económico e social por meio de políticas públicas que promovam o desenvolvimento integrado”.

 

Também sublinhou as oportunidades que o teletrabalho abre para revitalizar as zonas rurais.

 

 

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