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O COMBOIO transparente da incompetência

 

 

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

 

Não devemos minimizar a importância que o setor das obras públicas pode ter na resposta à crise provocada pela pandemia de Covid-19. Provavelmente as grande obras publicas recorrem a mão-de-obra estrangeira mas as pequenas obras publicas têm uma influência direta na criação e manutenção de postos de trabalho.

 

«O investimento público pode ter um papel determinante, não só na travagem de uma cada vez mais certa recessão mas também na dinamização da atividade económica», afirmou Pedro Nuno Santos Ministro das Infraestruturas e da Habitação.

 

O Ministro refere que o “setor das obras públicas é fundamental para que a construção civil possa continuar a trabalhar durante este período” pandémico – e acrescentou “que o setor não parou a sua atividade nem houve qualquer obra pública cancelada durante este período”.

 

 

Ora, na Guarda há uma obra pública que está parada e não foi pela pandemia! Foi pela falta de um comboio. Talvez seja a incompetência dos políticos? Ou a sua falta de capacidade e competências prévias para o exercício dos cargos?

 

As obras de requalificação da rotunda entre a Avenida de São Miguel à Avenida da Estação estão concluídas e à espera da “locomotiva”.

 

A máquina que será dos idos anos 60 “será instalada sobre os carris, mas a autarquia ainda não sabe quando vai chegar” em declarações públicas em 2019 .

 

«Estamos a preparar o protocolo com a CP e o transporte para a colocação da referida locomotiva, é um processo burocrático que está para ser resolvido com a empresa e logo que o esteja e o transporte estiver assegurado, ela será colocada de imediato, bem como uma carruagem», adiantou Carlos Chaves Monteiro a O INTERIOR.

 

Nem locomotiva, nem carruagem, nem mesmo um autocarro da empresa que assegura o transporte público – gracejam alguns cidadãos bem-humorados.

 

A empreitada foi adjudicada por 430 377 euros, com IVA à empresa António Saraiva e Filhos em janeiro de 2018. Este valor não incluía o famoso “comboio transparente” que delicia os transeuntes que teimam em morar nesta cidade.

 

As obras da rotunda estão prontas mas falta o material circulante que deveria integrar a intervenção – trata-se de uma obra básica, mas a autarquia da Guarda não consegue concretizar com sucesso o projeto.

 

Passados mais de 2 anos, nem “comboio”, nem autocarro, nem barco se vislumbra no porto-seco de políticos que navegam nos interesses da Guarda – um “comboio transparente” que não esconde a incompetência.

 

 

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