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GUARDA: palco da cimeira Luso-Espanhola

 

 

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

 

10 de outubro foi um grande dia na Guarda

Poderá ser um grande dia para a Guarda

 

Se TODOS  quiserem…

Ser palco é bom…

 

Os líderes Ibéricos reuniram-se sábado passado numa cimeira na Guarda em que a principal preocupação foi a estratégia comum de desenvolvimento da fronteira para os próximos anos e a forma solidária de definir prioridades para a implementar.

 

Os governos de Portugal e Espanha chegaram assim a acordo, sobre essa estratégia comum de desenvolvimento da fronteira para os próximos anos, nesta 31ª Cimeira Luso-Espanhola – a ECDT.

 

A Guarda fica assim para a história como o palco maior de uma estratégia conjunta do Plano de Recuperação e Resiliência que cada um dos países deverá financiar em Bruxelas. Com o primeiro-ministro português a sublinhar que, “desta vez, os dois países não irão separadas a negociar com Bruxelas, mas em conjunto”.

 

 

Não foi um acaso esta cimeira, liderada por dois Governos de Esquerda, acontecer na Guarda! Uma esquerda solidária com o interior. A zona da raia é uma região “não-periférica da Europa” que merece uma atenção especial por aqueles que teimosamente continuam a tentar cá viver. Uma derradeira oportunidade da esquerda na cidade da Guarda.

 

O objetivo da ECDT é, segundo a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o de “pôr o interior do país no centro do mercado ibérico, para criar uma nova centralidade económica e diminuir o abandono destes territórios”.

 

A aposta clara em projetos “inovadores” que “valorizem os recursos dos territórios da raia e os tornem mais atrativos para viver, trabalhar e investir” não podem esbarrar na máquina dos burocratas mal preparados – chamados de Decisores administrativos – mangas-de-alpaca.

 

Haja mangas-de-alpaca para decidir bem! Em prol do desenvolvimento desta região esquecida numa perspetiva de duas décadas 2020-2030 e  preparar 2030/2040.

 

Terminou bem a Cimeira mas as conclusões não incluírem o “porto-seco” da PLIE na Guarda é uma limitação critica.

 

Falta apostar em software de desenvolvimento económico e social. O hardware é importante mas por si só não garante “inteligência artificial suficiente” para o tornar competitivo numa economia altamente globalizada e num mercado mundializado assimetricamente.

 

A Guarda tem que apostar numa infraestrutura para garantir competitividade em 2030.

 

A criação de uma nova Plataforma Empresarial de Tecnologia para o Interior – PETI, focada no empreendedorismo e na aceleração de projetos de base tecnológica e inovação social poderia dar posicionamento à Guarda numa cadeia de valor assente em empresas nacionais e internacionais que produzam produtos ou serviços que agreguem valor – não podemos deixar o mercado raiano à mercê de outros players internacionais.

 

O Comboio é importante! Mas não é um tema prioritário para os empresários da Guarda. Dada a percentagem de mercadorias exportadas por este meio.

 

Desde a adesão à Convenção Aduaneira relativa ao Transporte Internacional de Mercadorias efetuado ao abrigo das Cadernetas TIR (Convenção TIR – 1975), que o transporte de mercadorias terreste tem sido maioritariamente efetuado por camiões. O Comboio representa aproximadamente 1% das exportações portuguesas.

 

A região da Guarda tem excelentes empresas de Transporte de Mercadorias e que podem ser uma alavanca ao tecido empresarial local, assim haja vontade política em apostar neste transporte que também pode ser um transporte verde se existir vontade política.

 

Desta reunião saem alguns compromissos: “Completar a rede de ligações rodoviárias entre os dois países é um dos propósitos da estratégia conjunta” e que contempla a construção da “ligação do IP2 entre Bragança e Puebla de Sanabria, Moraleja-Monfortinho-Castelo Branco, união da EX-A1 com a A23 através do IC-31, Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro (já está em curso), ligação da A25 à A62 (autovia de Castilla) – (já está em curso), a autoestrada entre Zamora e a A4/E82, em Quintanilha (Bragança), e a ligação do IC5 Miranda do Douro a Zamora por Sayago”.

 

CONCLUSÃO:

 

10 de outubro foi um grande dia na Guarda

Mas poderá ser um grande dia para a Guarda

Se TODOS os políticos quiserem…

 

 

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