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COVID-19: Chega à Guarda em força

 

Proponho que todos os funcionários autárquicos e comunidade escolar, lares e trabalhadores em risco do concelho da Guarda sejam testados com a devida regularidade.

 

 

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

 

Uma espécie (daninha) de irresponsabilidade é o que tenho visto, nos últimos dias, algumas publicações que considero infelizes, tais publicações não são nada mais do que um aproveitamento político infeliz por parte de pessoas que têm um interesse particular que sobrepõem ao interesse público coletivo.

 

Publicações essas que não me preocupam mais do que o disseminar da doença no concelho da Guarda, sem que os políticos tomem medidas determinantes para a segurança das populações, na cidade e nas nossas aldeias.

 

Para essas situações recordo a frase do primeiro-ministro António Costa refere que “esta é uma luta pela nossa própria sobrevivência” e que “só juntos a conseguiremos enfrentar”. É também este o meu entendimento, mas infelizmente não é o entendimento de todos os agentes políticos do concelho da Guarda.

 

Uma notícia refere que “Metade dos funcionários da Câmara da Guarda em teletrabalho após confirmação de casos de covid-19”! Metade? (…) O grosso dos funcionários continuam a ir trabalhar e até usa os transportes públicos para se deslocar, e uma pequena parte (essa sim) está em teletrabalho.

 

Tipicamente os quadros superiores estão em teletrabalho e os restantes funcionários estão no trabalho normalmente, sem que a autarquia defina medidas concretas que eliminem o risco de contágio nas suas próprias instalações.

 

Algumas das pessoas para realizarem o teste COVID têm que recorrer a transportes públicos coletivos colocando em causa a saúde da comunidade. Urge uma medida para levar os testes às aldeias e zonas onde o acesso é mais dificultado.

 

O atual Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara da Guarda propôs na qualidade de vereador da oposição à Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo (e presidente da Distrital do PSD) que “esta realize testes à Covid-19 a todos os docentes e funcionários das escolas do concelho, bem como a todos os motoristas do município que efetuam transportes escolares, como forma de prevenção e de segurança para toda a comunidade do concelho antes do início das aulas” (Jornal Interior).

 

Ora na Guarda, os mesmos atores políticos não têm as mesmas propostas (não têm propostas!), assim o Município da Guarda opta por uma posição de “campanha eleitoral” em detrimento de cuidar da saúde publica dos funcionários e cidadãos .

 

Falta agora reunir a lista de contactos dos funcionários infetados e fazer o despiste”, é deveras preocupante a incompetência política e organizacional existente na autarquia. Os infetados não estão referenciados?

 

Aguardamos a testagem de todos os funcionários municipais, restante comunidade escolar, lares e restantes trabalhadores em situações de risco acrescido.

 

Até lá, apelidamos uma espécie (daninha) de irresponsabilidade incólume: não acontece nada, ninguém responsabiliza o imobilismo? Só pelo voto podem ser sancionados? E até lá?