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FEIRAS: Proibição da realização

 

Proibição da realização de feiras e mercados de levante na Guarda sendo permitidas as cerimónias religiosas e espetáculos de acordo com as regras da Direção Geral da Saúde.

 

O Conselho de Ministros decidiu no sábado que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

 

Na Guarda, Pinhel, Fornos de Algodres e Trancoso que representam 60% da população residente no distrito da Guarda, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

 

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação Nacional das Associações de Feirantes, Joaquim Santos, acusou o Governo de “deixar ficar para trás milhares de feirantes” e prometeu “uma grande surpresa em Lisboa na próxima semana”, precisando que “vão pedir para trabalhar”.

 

“Só sairemos de Lisboa quando tivermos a certeza que podemos feirar”, disse.

 

Com esta proibição, “fecham as feiras e mandam os portugueses para recintos fechados até às 22:00”, afirmou Joaquim Santos, considerando que “esta decisão é uma vergonha num país democrático”.

 

Recordando que os feirantes foram dos primeiros a fechar quando foi decretado o confinamento, em 12 de março, Joaquim Santos afirmou que não compreende esta medida porque “feirar” é uma atividade que é feita ao ar livre e porque os feirantes “sempre cumpriram as recomendações da Direção-Geral de Saúde (DGS)”.

 

Joaquim Santos afirmou que a decisão do Governo é “lamentável e discriminatória”, representará “uma aniquilação da atividade” e terá “consequências gravíssimas, uma verdadeira pandemia social”, entre os feirantes.

 

 

 

 

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