As notícias da Guarda mais perto de Si

MUSEU DO COA: Conferência “Antropocénico” em 2021

 

O Museu do Côa (MC)  vai receber o evento mundial dedicado a nova era da geologia. Este evento vai integrar a programação oficial da presidência portuguesa da UE e vai desenrolar-se-á durante três dias, foi anunciado este sábado pelo ministro Manuel Heitor.

 

A ideia foi proposta à comunidade científica pelo ministro do Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que também participou no Webinar Internacional do Vale do Côa, integrado na programação das comemorações do vigésimo aniversário da inscrição dos Sítios de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa na Lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

 

Esta iniciativa que contou com a participação dos especialistas que nos anos noventa validaram o valor “excecional” deste património, contribuindo para suportar cientificamente a decisão de suspensão das obras da barragem do Rio Côa, determinada pelo então primeiro governo de António Guterres.

 

 

A comunidade científica mundial está debater a existência de uma nova era geológica, designada de Antropocénico e que diz respeito ao momento a partir do qual a ação humana exerce um efeito tão grande no Planeta Terra que consegue criar um novo tempo geológico em que os humanos substituíram a natureza como a força ambiental dominante” disse à Lusa o presidente da Fundação Côa Parque (FCP), Bruno Navarro.

 

“Este evento, que integrará a programação oficial da presidência portuguesa da UE, será organizado pela Agencia Nacional Ciência Viva e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e vai desenrolar-se durante três dias no Museu do Côa. A ação vai receber destacados investigadores mundiais especializados na temática do Antropocénico, envolvendo a comunidade científica e educativa da Europa“, indicou o responsável pela Fundação.

 

O Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) detém mais de mil rochas com manifestações rupestres, em mais de 80 sítios distintos, existindo uma predominância de “gravuras paleolíticas, executadas há cerca de 30 mil anos, cada vez mais expostas a adversidades climatéricas e geológicas”.

 

 

(Fim do artigo – www.guardanoticias.pt – As notícias da Guarda no Facebook e Twiter). G-WH913LSLRB 86d4e63d557e44029786b77c5bab0cb3