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VILAR FORMOSO: Habitantes dizem que é o ”golpe final”

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Os habitantes e comerciantes de Vilar Formoso estão muito preocupados com as consequências económicas do novo confinamento e do fecho da fronteira, decretado pelo Governo. As restrições apertadas a quem pretende circular entre Portugal e Espanha é o ”golpe final” para os comerciantes, referem.

 

“Tudo fechado. Fecharam tudo. Está tudo fechado, nem o combustível barato de Espanha nem os espanhóis podem vir cá”, disse António Miguel, de 47 anos, morador numa aldeia do concelho de Almeida, distrito de Guarda, preocupado pelo “baixo stock de botijas de gás em sua casa”.

 

“A principal porta de entrada em Portugal e o local transfronteiriço mais revelante fechado, vai acabar com os postos de trabalho de lá [Fuentes de Õnoro] e do lado de cá [Vilar Formoso] ”, refere João Oliveira. trabalhador e residente em Vilar Formoso, trabalhador no sector da agropecuária  em Espanha .

 

O habitante vaticina que “o tombo será maior” do que a abolição das fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, em 1992 quando tinha 18 anos e ingressou no mercado de trabalho.

 

Alzira Santos “Isto está péssimo para todos e para nós ainda vai ser pior”, admitiu a funcionária comercial. Para os Espanhóis a situação também é “muito má” devido às limitações originadas pela pandemia. “Onde é que vamos arranjar emprego se as lojas fecham”, questiona. “Vamos voltar a emigrar, na nossa idade”. “Será a única saída” se “precisarem de nós na França ou Suíça “ atira.

 

 

“Está tudo muito mau para todos. Portugueses e Espanhóis. Os comércios estão fechados, não se pode passar para lá. Havia aqui [em Vilar Formoso] muito comércio e muito movimento provocado pelos espanhóis e agora está tudo parado e as pessoas vão ficar na miséria. Só se vão safar os funcionários públicos”, disse Ângela Sampaio.

 

A habitante de Vilar Formoso está convencida que, quando a pandemia passar, “a maioria dos comércios já não vão abrir as portas”.

 

“Aqui, em Vilar Formoso, o que nos vale são os espanhóis. Eles vinham todos os dias, mas desde que começou a pandemia deixaram de vir”,  que augura um futuro “negro” para o setor comercial da vila de Vilar Formoso.

 

Recorde-se que apenas oitos pontos permanentes de passagem que são em Valença, Vila Verde da Raia, Quintanilha, Vilar Formoso, Marvão, Caia, Vila Verde e Castro Marim.

 

(Fim do artigo – www.guardanoticias.pt – As notícias da Guarda no Facebook e Twiter). G-WH913LSLRB 86d4e63d557e44029786b77c5bab0cb3