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PSD: Um carnaval e um entrudo na Guarda?

“A verdade supera a ficção. Mas mesmo assim, as pessoas precisam das histórias para sobreviverem à realidade”. Nesta semana tivemos mais uma vez na Guarda, um contador de histórias, o PSD (partido) a exigir ao PSD (autárquico) mais de si próprio. Tem razão é mesmo muito pouco. Muito poucochinho! Todos sabemos o nada em que se transformou a liderança de Álvaro Amaro!

 

Em sete anos de governação PSD não conseguiu concluir uma obra de referência na Guarda!

 

Nem mesmo uma festa original (que não seja das compradas a preço de ouro e replicadas). Comprou duas ou três marcas que replicou, apenas para gaudio de alguns e como se viu o modelo de financiamento ficou sob escuta do Ministério Publico desconhecendo -se o motivo.

 

“O homem não precisa só de pão, mas de sonhos”, diria Edgar Morin, e o contador de histórias lançou desta vez mais um sonho na Guarda, “apoio Direto à Economia Local e à Manutenção dos Postos de Trabalho no Concelho da Guarda”.

 

O presidente da Concelhia do PSD que é vereador (sem pelouros, mas da maioria do PSD) refere que apresentou no passado um “plano de desenvolvimento” para os guardenses mas “infelizmente aquelas propostas não foram aceites”, um plano que “tentava mitigar o desastre económico para a nossa economia” de forma a “ajudar tantas empresas e tantos os funcionários” que passam dificuldades. Pois!

 

Então para que serve o PSD partido? Se nem é ouvido pelos seus. Uma “Guarda confiante” deu origem a uma “Guarda confiável”?

 

Efetivamente “em abril de 2020 apresentei um plano de desenvolvimento” para os guardenses “infelizmente aquelas propostas não foram aceites” um plano que “tentava mitigar o desastre económico para a nossa economia” de forma a “ajudar tantas empresas e tantos os funcionários” que passam dificuldades, refere o vereador do PSD. Efetivamente a politica na Guarda não está à altura das exigências do momento – é pouco confiável!

 

Mas se o PSD do partido pensa que o PSD autárquico é assim tão mau, só tem um caminho que é retirar-lhe a confiança política.

 

Ou estará à espera da constituição de arguidos do “carnaval ou do entrudo” para o fazer? Colocando o concelho numa situação de fragilidade ainda maior? Poderá o PSD de Rui Rio apresentar um candidato que seja arguido pelo exercício das mesmas funções a que se candidata?

 

“As palavras são assim, disfarçam muito, vão-se juntando umas com as outras, parece que não sabem aonde querem ir, e de repente, por causa de duas ou três, ou quatro que de repente saem, simples em si mesmas, um pronome pessoal, um advérbio, um verbo, um adjetivo, e aí temos a comoção a subir irresistível à superfície da pele e dos olhos, a estalar a compostura dos sentimentos” (1) e foi isso que aconteceu nesta videoconferência de imprensa. Ajudas precisam-se.

 

António Costa confirma querer recorrer apenas à parte da ajuda europeia concedida a fundo perdido, prescindindo dos empréstimos. É capaz de já não ser assim, diria! Mas nesse caso “o que vier acresce à dívida, avisa Bruxelas”, que ao mesmo tempo promete flexibilidade.

 

Mas na Guarda, se não for o Governo da república a apoiar as pessoas, as famílias e as empresas a autarquia não tem liderança capaz de concretizar esse apoio com a equidade que o momento sensível exige. Politiquices à parte (porque não é o momento)! Fazer chegar aos mais necessitados a ajuda rápida e necessária é o que se pede no atual momento.

 

Para desconfinar há que vacinar e manter a cautela, mesmo após a segunda toma! Porque lá fora o frio aperta e cá dentro as lembranças aguardam pelo calor do sol, vamos tentando manter-nos com a segurança possível no conforto das nossas casas.  Esperando melhores dias e dias mais quentes.

 

 

(1) José Saramago, Ensaio sobre a cegueira

 

 

 

 

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