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PS: Contesta investimento no Comboio “Quase assustador”

 

Na última reunião de câmara o PS da Guarda votou contra o novo protocolo do “comboio para a rotunda” da Estação. A proposta inicial foi de Álvaro Amaro para ornamentar a rotunda junto ao Parque Urbano do Rio Diz, na zona da estação, com um exemplar que evocasse o caminho-de-ferro e homenageasse a componente ferroviária daquela zona urbana. Os Socialistas que as clausulas do contrato “são um autêntico tiro no escuro”.

 

“A requalificação da rotunda onde se cruza a Av de S. Miguel e Av da Estação, tem sido um folhetim, desde o primeiro concurso que ficou deserto, passando pelo projeto da intervenção, a obra que ultrapassou largamente os prazos inicialmente previstos e as variantes já apresentadas para colocar no pedestal”, referem os Socialistas da Guarda.

 

“Mas a rotunda é também uma demonstração de como o dinheiro publico é gasto e como os projetos são feitos sobre os joelhos: O então Presidente da Câmara afirmou que esta obra “iria fazer jus à história e à importância da ferrovia na Guarda” Passaram 4 anos … e a obra continua por acabar!”.

 

Também afirmava que seria para“ ajudar a requalificar a cidade e a torna-la mais atrativa”.

 

A vereadora Cristina Correia afirma mesmo que “não vou discutir o que queria dizer o Dr. Álvaro Amaro com requalificar uma rotunda que ficou basicamente na mesma, ou melhor que ficou com um monte de betão no centro, reduzindo a visibilidade a quem circula – Uma obra de arte!”

 

Depois afirmou-se que para colocar no pedestal, viria a célebre locomotiva 1505, que afinal estava no Barreiro. Esqueceram-se que fazia parte de um acordo entre a CP e autarquia local. Mas não irá para nenhuma rotunda.

 

Agora a proposta é a de uma locomotiva a vapor denominada CP 294, que em conjunto com outras se encontra em adiantado estado de degradação por se encontrarem há mais de 30 anos expostas ao tempo.

 

Esta locomotiva já em 2007 foi alvo de interesse do Museu do Entroncamento. Nessa altura uma avaliação efetuada revelava que era aproveitável para recuperação cosmética.

 

Os socialistas questionam se “Há alguma avaliação independente em relação ao custo da “sucata CP 294?” assim denominada pela proprietária em 2018.

 

 

“E há algum estudo prévio do investimento para a sua recuperação? Integral ou cosmética apenas? e para transporte e colocação?” questionam ainda os Socialistas da Guarda.

 

“Trata-se de uma recuperação histórica Contemporâneas a esta e peças únicas, são a BA 61 e a BA 101, esta última a que melhor nos lembramos, não só porque se manteve no ativo até aos anos 60 a transportar as celebres carruagens Wangons Lits”, mas porque a podemos encontrar em Vilar Formoso.

 

“A propósito desta última locomotiva em exposição em Vilar Formoso vem outra questão: Depois do que já se gastou numa rotunda e depois de gastar o que se vier a gastar, vamos imaginar, acima dos carris um objeto de aço negro com uma altura superior a 5 metros e uns 15 a 18 metros de comprimento. Quase assustador diria eu” adianta a vereadora independente Cristina Correia.

 

Mas como a CP que nunca fez um esforço para preservar este material histórico, vem por protocolo exigir todos os cuidados e intervenções para o futuro. Então teremos ali na rotunda objeto com a envergadura referida dentro de um aquário assente numa estrutura de aço?

 

“Também não me revejo na colagem que se pretende fazer com a Capital da Cultura”, refere a vereadora Socialista.

 

A vereadora justifica o voto contra, com o facto de a autarquia assumir “todos os custos não previstos” nas “obrigações específicas do Município da Guarda no contrato, “assim preocupa-me o compromisso que vai ser assinado pelo Município da Guarda atendendo a que as cláusulas terceira, quinta e sexta, são um autêntico tiro no escuro”. “Sendo que a locomotiva é depositada no exato estado de conservação em que se encontra”.

 

 

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