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PRR: Última oportunidade para o interior ?

 

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) agora submetido a consulta pública é o documento estratégico, onde estão definidas reformas estruturais fundamentais para assegurar a saída desta crise pandémica e garantir um futuro “resiliente” para o interior.

 

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

 

O interior é vítima do seu próprio despovoamento, tem no PRR uma derradeira oportunidade política para aliviar a carga da interioridade. Recordo a frase de Phillips Brooks “nunca reze suplicando por cargas mais leves, mas sim por ombros mais fortes”.

 

Um novo enfoque estratégico é o que exigimos aos nossos políticos. Um plano que tenha por base a recuperação imposta pela pandemia mas essencialmente que nos coloque em condições de equidade com o litoral. Uma nova dimensão que só será possível com políticos mais exigentes e menos conformados. Uma mudança política exige-se para a Guarda.

 

A exigência que devemos imputar aos nossos políticos é o seu compromisso para a concretização de metas de investimento no interior, na transformação digital, no crescimento inteligente, sustentável e inclusivo na coesão social e territorial, na saúde e resiliência económica, social e institucional, e nas políticas para a próxima geração. Os próximos tempos exigem compromissos e conhecimento.

 

O PRR de Portugal prevê “36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções”. Temos que exigir que alguns desses euros sejam investidos na transformação digital do interior.

 

FOTO: Harvard Business Review

 

Urge criar uma Plataforma Empresarial de Tecnologia para o Interior na Guarda. A PLIE foi uma excelente iniciativa mas o tempo passa por todos nós, e pode ser necessário complementar com uma nova área empresarial na Guarda. Para fomentar o empreendedorismo de base tecnológico reforçar o tecido empresarial existente, e liderar a transformação digital na Beira Interior temos que agir.

 

A única forma de garantir recursos humanos no interior, para enfrentar os desafios da próxima década, é apostar nas tecnologias. É preciso agir!

 

Pensar a Guarda, da próxima década é um exercício que não cabe só aos políticos, mas um exercício de cidadania. Um concelho focado no empreendedorismo e na aceleração de projetos de base tecnológica e de inovação social é uma exigência que devemos colocar na mesa das negociações.

 

Não adianta alguns políticos reclamarem que “nada nos vai calhar” quando na verdade não têm propostas, nem as apresentam nesta fase de consulta pública – a sua obrigação é apresentarem contributos para o desenvolvimento do interior. Os políticos não podem repetir conceitos “estourados” e “latir queixumes” quando o partido que governa não é da sua cor partidária. Já quando o partido que nos governa é da sua cor política, apoiam o fecho de instituições públicas na região e votam favoravelmente portagens e “outras patifarias” que suportamos, nós que teimosamente residimos no interior!

 

Criar emprego altamente qualificado na Guarda. Reter população. Construir o Futuro após a perda da Confiança – pode ser um paradigma num momento político tão delicado na Guarda. Recordo a sabedoria popular que diz: “Raposa na governança, não há galinha em segurança”. Venha o maior consenso possível em torno do Interior – que Resilientes já somos e com ombros fortes!

PRR uma oportunidade a não perder!

 

 

 

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