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Movimento independente pode emergir na Guarda em 2021

 

Um grupo de cidadãos da Guarda, atualmente simpatizantes da concelhia do PSD, descontentes e de movimentos sociais ecológicos estão a aguardar a definição do candidato do PS para equacionar avançar numa “candidatura autárquica com uma frente política alargada e de maior abrangência eleitoral”.

 

Segundo fonte, no caso do nome de António Monteirinho não ser homologado pela nacional, abrirá as portas a que militantes e dirigentes socialistas possam reforçar o atual grupo enquanto “descontentes da esquerda”. A palavra de ordem é “aguardar para ver”.

 

Num “contexto de pandemia, com um recolhimento obrigatório vigente a militância digital e interventiva” dos movimentos tem uma força maior. Para já o grupo pretende apenas estudar esta hipótese e continua apenas a fazer contatos.

 

O “grupo de cidadãos está farto dos partidos” que “escolhem pessoas de baixo valor profissional e pessoal” com “pouca credibilidade” e com “interesses ocultos contrários ao concelho da Guarda”.

 

Recorde-se a história política da Guarda, “as primárias do PS em 2013, no período em que o secretário-geral era António José Seguro, exigiam que aos candidatos, para poder formalizar a candidatura, obtivessem a assinatura de um terço dos membros da Comissão Política Concelhia, de dez por cento dos militantes e de dez por cento dos membros das listas do PS eleitos nos órgãos autárquicos”.

 

Decorridas as eleições primárias,” o vencedor foi José Igreja, com 94 votos contra 89 votos do candidato Virgílio Bento”*.

 

No PSD, Manuel Rodrigues “foi convidado por Júlio Sarmento para ser o candidato do PSD à Câmara da Guarda, depois de Álvaro Amaro não ter aceite o convite da Distrital, que o tinha indigitado há duas semanas”. O ambiente parecia sereno e Manuel Rodrigues o putativo candidato do PSD.

 

“Na base desta recusa esteve sobretudo a falta de apoio da concelhia da Guarda do PSD, que voltaram a garantir esta semana que um candidato de fora do concelho não será bem-vindo”.

 

Segundo o Jornal o Interior “A comissão política concelhia do PSD da Guarda deliberou ontem à noite, com duas abstenções, demitir-se como forma de protesto contra a escolha de Álvaro Amaro para candidato à Câmara” a 11 de abril de 2013. “A secção liderada por Manuel Rodrigues voltou a reafirmar que o presidente da concelhia foi o nome proposto, por unanimidade, à Distrital, que não o validou, e que não apoia outro cabeça-de-lista «de fora do concelho»”.

 

Contudo, Virgílio Bento “tinha consciência de que, para ganhar as eleições e impedir que o PSD saísse vencedor, tinha que conquistar o eleitorado do PSD local. Com este propósito, “estabeleceu uma aliança com o então Presidente da Concelhia do PSD, Manuel Rodrigues, que acabara de sofrer – relativamente às autárquicas – uma pesada desqualificação política por parte da direção nacional do PSD”, tal como aconteceu agora em 2021 com Sérgio Costa.

 

A aliança acabou por se fazer e, em Maio de 2013, viria a constituir-se o Movimento “A Guarda Primeiro”, com a liderança de Virgílio Bento (Candidato a Presidente da Câmara) e de Manuel Rodrigues (número dois da Lista).

Em 2013, nas eleições para a camara municipal o PS obteve apenas 7 193 votos e o PSD foi o vencedor com 12 204 votos.

 

Foram feitas cinco sondagens pela Eurosondagem: em dezembro, fevereiro, abril, agosto e setembro:

 

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Recorde-se que a candidatura do movimento independente foi anulada por decisão do tribunal e confirmada pelo Tribunal Constitucional.

 

A candidatura independente foi assim anulada pelo tribunal mas os estudos de opinião eram bastante favoraveis.

 

Segundo o despacho do tribunal da Guarda e difundido pela agência Lusa “em local algum” das declarações de propositura das diversas freguesias, da Câmara e da Assembleia Municipal da Guarda “se identificam ou sequer referenciam os candidatos que integram a lista, nem na folha de rosto e nem na última página e não existe qualquer lista dos candidatos anexa para a qual as referidas folhas remetam”, terá sido essa falha que permitiu a anulação do mvimento.

 

O tribunal, que numa decisão anterior tinha apenas rejeitado as candidaturas às Freguesias de Gonçalo e União de Freguesias de Pousade e Albardo, decidiu agora, na sequência de uma reclamação do PS, alterar o despacho anterior e rejeitar todas as candidaturas do movimento “A Guarda Primeiro”.

 

 

 

 

 

 

(*) Fonte: João Santos & Fernanda Pereira, O caso da Guarda e o Movimento “A Guarda Primeiro”, ResPublica publicado  na revista 17/2017

 

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