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PS acusa Presidente da Câmara de ser um “promotor de especulação imobiliária” na Guarda

 

Os vereadores do PS, Cristina Correia e Manuel Simões votaram contra, o Presidente da Concelhia do PSD da Guarda, Sérgio Costa absteve-se (com críticas à falta de lisura do documento) e a proposta foi aprovada por maioria pelos vereadores com pelouros que compõem o executivo.

 

A falta de rigor e a ausência de plantas que permitissem comprovar a área e comprovar áreas foi uma das críticas feitas pelos vereadores que suspeitaram do documento apresentado.

 

Os socialistas contestam a falta de qualidade do documento que solicita autorização para adquirir terrenos no montante de 352 mil euros quando a soma aritmética dos valores do documento é de apenas 321,99 mil euros. Questionam ainda como um dos terrenos triplica de valor em apenas 5anos.

 

 

Relativamente aos terrenos a adquirir, os socialistas questionam “No ponto 1 : 10. 200 m 2  são 102 mil euros (10 euros / m 2); No ponto 2:   12.644 m 2  são 120 mil euros (10 euros / m 2); No ponto 3.,  9.999 m 2  são 99,99 mil euros (10 euros / m 2) o que dá um total de 321,99 mil euros e não 352 mil euros” que o presidente da Câmara indica no documento que levou a reunião de Câmara.

 

“O contrato de arrendamento dos 50 m2, da antena deve ser analisado pelos serviços jurídicos da autarquia, então o presidente quer assinar um contrato de arrendamento por 20 anos? Até 2041? Em que quem continua a receber as rendas é o proprietário atual?”, questionam os Socialistas da Guarda.

 

A renda anual de € 5.000 euros só vai ser recebida [pela autarquia da Guarda] a partir de 2028, “quem vai receber a renda entre 2021 e 2028”, questionam os socialistas, “7 anos de rendas” vincendas que serão pagas ao atual proprietário, que “totalizariam em renda nestes 7 anos 35.000 euros” que autarquia entrega ao proprietário atual quando as mesmas deveriam reverter para os cofres da autarquia.

 

O executivo da Câmara da Guarda aprovou, por unanimidade, a declaração de utilidade pública (26.06.2017) para poder expropriar o antigo campo de futebol do Mileu Guarda Sport Clube, que pertence a um empresário, que por sua vez o adquiriu em hasta pública. “E o que fez o Presidente da Câmara da Guarda para expropriar este terreno? Até agora nada! O senhor presidente vem aqui propor mais um negócio imobiliário?”, avançam os socialistas da Guarda.

 

Não podemos esquecer que o Município também entrou na corrida para garantir aquele espaço mas na fase final, o concorrente, Paulino dos Santos Subtil, licitou mais um euro acima dos 40 mil euros.

 

Segundo os Socialistas “Álvaro Amaro justificou na altura que o município «estava empenhado em ser proprietário daquele espaço», para ali instalar num relvado sintético. O senhor presidente pretende cumprir a promessa de Álvaro Amaro? Será ali instalado um relvado sintético? Ou dará razão aos dissidentes do PSD que dizem que do projeto de 2014, não resta pedra sobre pedra?”

 

No dia 16 de Dezembro de 2015 o senhor “Paulino dos Santos Subtil” adquiriu o espaço por 40.001 euros (por inércia do executivo do PSD que não conseguiu adquirir o espaço por 40.000 euros).

 

Agora o presidente da Câmara da Guarda quer comprar o mesmo terreno por quanto? Por 120.000 euros? E ainda tem 50 m2 arrendados a uma operadora de telemóvel!, Questiona a vereadora Cristina Correia.

 

“Em 5 anos, valorizou 200% (+ 80.000 euros ???)”, referem os socialistas da Guarda.

 

O “executivo do PSD achava que o imóvel valia 40.000 euros em 2015 por isso fez a licitação nesse valor. Agora acha que vale 120.000 mil e ainda desaparecem rendas da antena de telecomunicações”.

 

O presidente da Câmara é um “promotor de especulação imobiliária” na Guarda. A camara da Guarda concorre com as empresas da Guarda para adquirir os terrenos que estas querem comprar? Este executivo está a afastar empresas que se queiram fixar na Guarda?

 

“Ao fixar o preço por metro quadrado de áreas industriais ou empresariais em 10 euros por m2, para além de ser um absurdo económico será uma catástrofe política – é o que se espera desta estratégia de “promoção imobiliária da autarquia” a autarquia anda em “negociatas” de terrenos quando devia estar a planear uma estratégia com uma nova área de desenvolvimento economia e de Transformação Digital da Economia da Guarda”.

 

 

 

 

 

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