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Lobo Xavier diz que casos sobre a maçonaria estão “sob investigação”

 

O conselheiro de Estado António Lobo Xavier referiu ontem que não retira “nada ao que disse” sobre a existência de uma rede maçónica de extorsão e que não pode “ir mais longe nos detalhes” escudando-se no segredo de justiça porque há processos “sob investigação”.

 

“As pessoas, em geral, imaginam que eu tenho conhecimento de indícios de crime e que não vou participar [ao Ministério Público]? Obviamente, essa referência geral aos casos da minha experiência, é uma referência a casos que estão sob inquérito e sob investigação e, por isso, é que não posso ir mais longe nos detalhes. Estou proibido de o fazer, mas esses casos estão todos em investigação”, referiu Lobo Xavier, no início do programa Circulatura do Quadrado, na rádio TSF.

 

“Não retiro nada ao que disse”, sublinhou o conselheiro de Estado e advogado e ex-deputado do CDS, no início e no final do esclarecimento que pediu para fazer no arranque deste programa de debate.

 

O também antigo presidente do grupo parlamentar do CDS-PP considerou também que “não houve difamação” e que não fez “juízos sobre pessoas concretas, nem disse sequer que a maçonaria em geral, ou todos os membros da maçonaria tinham comportamentos duvidosos ou ilegais”.

 

Em 18 de março, durante o programa Circulatura do Quadrado, Lobo Xavier disse que tem “clientes que dizem que são vítimas de extorsão por ser ameaçados, se não entregarem dinheiro ou assumirem determinados comportamentos, [que] são perseguidos por uma rede maçónica que vai da política às magistraturas”.

 

“Tenho desconfianças, conheço a história da maçonaria, mas não sei quem eles são porque não se assumem”, acrescentou na altura o democrata-cristão.

 

 

Lobo Xavier disse ainda que Rui Rio, presidente do PSD, está, com a lei sobre as os grupos “discretos”, a ter “comportamentos persecutórios associados a mitos”, e a querer atingir o PS e os seus “opositores internos no PSD que são, supostamente, segundo se diz, ligados à maçonaria”.

 

Em comunicado enviado à agência Lusa, O Grão-Mestre da Maçonaria Regular Portuguesa, Armindo Azevedo, defendeu que a organização “age constantemente no estrito cumprimento e respeito da Lei”.

 

“Os princípios da Maçonaria são a liberdade dos indivíduos (instituições, raças, nações), a igualdade de direitos e obrigações dos Homens, a fraternidade entre todos os Homens e entre todas as nações.

 

A Maçonaria respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis. É, pois, natural a nossa vontade de que respeitem igualmente as nossas opções”, adianta Armindo Azevedo.

 

 

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