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Centro de Exposições Transfronteiriço (Rio Diz) o mito tornado realidade nesta Década?

 

Não está excluída a possibilidade de no futuro se avançar para o “Centro de Exposições Transfronteiriço” com outra “designação, outro modelo de exploração económica, mas mantendo a Câmara da Guarda como arrendatário do espaço”, segundo fonte do processo. “Um equipamento que faz falta ao concelho da Guarda, será sempre um tema político”.

 

O tema agitou as hostes Sociais-democratas, durante o ano 2020 que segundo Sérgio Costa o “CET estranho processo nunca foi explicado” [pelo atual autarca Carlos Monteiro] mas no PS o tema “nos últimos dias tem ganhado outros contornos”.

 

As escrituras públicas de compra e venda dos prédios urbanos inscritos na matriz predial sob o artigo 5290 e sob o artigo 45 da Freguesia de S. Miguel da Guarda, atualmente inscrito na matriz predial da Guarda sob o artigo 380 ainda não foram outorgadas, pelo vendedor se recusar a escriturar o imóvel.

 

Recorde-se que, na Ata da Reunião Ordinária da Camara Municipal da Guarda datada de 12 de Dezembro de 2001,  foi” transcrita a minuta do contrato promessa a outorgar entre a Câmara Municipal da Guarda e a Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares SA. e que foi, nessa reunião, aprovado por unanimidade, com a expressa menção de que o mesmo seria submetido à Assembleia Municipal”.

 

A 16 de dezembro de 2001 foram realizadas as eleições autárquicas, o PS venceu por maioria com 47.65%, elegeu 4 vereadores, o PSD apenas 3 vereadores.

 

Na sessão ordinária da Assembleia Municipal da Guarda de 27 de Dezembro de 2001, foi consignado o “contrato promessa de compra, do qual faz parte integrante a planta legendada dos terrenos objeto do mesmo, foi aprovado, pela Assembleia Municipal por maioria, com uma abstenção e sem votos contra, tendo o então Vereador Carlos Gonçalves usado da palavra para justificar o voto favorável dos Vereadores do PSD, aproveitando a ocasião para felicitar todos os presentes”.

 

O contrato promessa, do lado da Câmara Municipal da Guarda, “foi outorgado pela, então, Presidente da Câmara Maria do Carmo Borges, em representação da autarquia, “no uso dos poderes que para o ato lhe foram conferidos pelas referidas deliberações da Câmara Municipal de 12/12/2001 e da Assembleia Municipal de 27/12/2001”.

 

 

Sérgio Costa acusa Carlos Chaves Monteiro relativamente à “construção do CET – Centro de Exposições Transfronteiriço, processo rodeado de mentiras e obscuridade”.

 

“Em dezembro de 2019, o Dr. Carlos Chaves Monteiro teimava, contra a vontade do seu Executivo e de todos Guardenses, em querer construir o CET no Parque Urbano do Rio Diz através de uma “Empresa de Fundos”, sem qualquer concurso, segundo opor ele referido, destruindo o recinto semicoberto ali existente e todo o espaço envolvente, em pleno leito de cheia, deitando por terra todo o investimento de milhões de € que ali foi feito há quase 15 anos”, referiu o vereador Sergio Costa e atual Presidente da Concelhia do PSD Guarda na missiva enviada à direção nacional do PSD.

 

“Só após realização de uma reunião convocada pelo Grupo Parlamentar do PSD (Deputados Municiais, Presidentes de Junta de Freguesia e Comissão Política de Secção) nas vésperas da Assembleia Municipal de Dezembro de 2019, ao ter verificado que a quase totalidade dos presentes estavam contra, foi obrigado a retirar esse ponto e desistir desta localização”, acrescenta Sérgio Costa, na carta à direção nacional do PSD.

 

O Presidente da Concelhia do PSD Guarda, afirma “que todo este processo foi tratado diretamente pelo Dr. Carlos Chaves sem conhecimento do seu Executivo, apenas lhe comunicando quando já era um dado adquirido, o que motivou discórdia e uma completa falta de lealdade”.

 

Na Assembleia Municipal de Junho de 2020, o Presidente Carlos Chaves Monteiro, “assumiu que já não faria nenhum CET neste mandato. Uma autêntica telenovela que só ajudou a denegrir o bom nome da Câmara e do PSD”, refere Sérgio Costa.

 

Sérgio Costa, em conferência de Imprensa, relativamente à tomada de posição da Concelhia do PSD sobre “a incúria do hotel de turismo” acusou o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro de não explicar “O CET estranho processo nunca foi explicado”.

 

Em 2020, aparece “por magia e sem qualquer escrutínio público uma empresa” que “sabe-se apenas que o atual presidente da Câmara [Carlos Chaves Monteiro] queria contratar esse fundo sem concurso público para a realização do CET [Centro de Exposições Transfronteiriço] ”. “O CET estranho processo nunca foi explicado” iria “desvirtuar o parque urbano do rio diz”.

 

“Será que este negócio [Hotel de Turismo da Guarda] não foi avante porque o negócio do CET [Centro de Exposições Transfronteiriço] não passou de um delírio de alguém”, questiona Sérgio Costa.

 

Após as críticas do vereador, a quem foram retirados os pelouros a ” Câmara Municipal da Guarda deu um passo atrás na construção do Centro de Exposições Transfronteiriço (CET) na zona do Rio Diz.

 

O projeto deveria ter sido apresentado na reunião do executivo no dia 22 de junho, mas “à última da hora o presidente retirou-o da ordem de trabalhos e voltou a adiar o assunto sine die”, referiu.

 

No entanto, fonte próxima avança que o projeto poderá voltar a estar em cima da mesa, enquanto proposta política “em que a autarquia seria o arrendatário e pagaria uma mensalidade pelo uso do espaço e outros parceiros locais poderiam desenvolver valências ligadas ao sector da saúde e social”.

 

 

 

 

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