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Distrital do PS Guarda não consegue Todos os Candidatos aceites pelas concelhias

 

A seis meses das eleições, a Distrital do PS da Guarda não conseguiu apresentar os seus candidatos autárquicos aos 14 concelhos do Distrito da Guarda. O processo autárquico da Distrital do PS esbarrou na Guarda e em Vila Nova de Foz Côa onde os candidatos da federação não são aceites pelas concelhias. Com problemas adicionais em Fornos de Algodres, Manteigas e Seia.

 

Em Vila Nova de Foz Côa o PS tem dois candidatos Jorge Liça (eleito pela concelhia) e Vitor Sobral escolhido pelo Secretariado da Federação da Guarda que “avocou o processo”.

 

O candidato substituto foi apresentado publicamente pelo Presidente da Federação em entrevista a uma rádio local a 24 de março antes do processo ser avocado pela Distrital do PS. A “data da avocação do processo é de 25 de março de 2021”, refere Jorge Liça.

 

Jorge Liça contesta “a avocação do processo” ser efetuada pelo secretariado da federação enquanto o “órgão competente será a comissão política distrital”, tendo já sido apresentada “impugnação” junto da Comissão Federativa de Jurisdição. Segundo fonte do PS de Vila Nova de Foz Côa o “processo contencioso” deverá chegar aos tribunais.  A contestação em Foz côa cresce à liderança de Alexandre Lote. Jorge Liça acusa a Federação do PS Guarda de “prejudicar fortemente a campanha” por “vingança por não ter apoiado Alexandre Lote para a Federação da Guarda”.

 

Na Guarda o candidato apresentado pela Federação é um independente desconhecido dos Socialistas da Guarda, tendo sido apresentado por cinco militantes (do distrito) à Direção nacional do PS. Entre os militantes que sugeriram o nome à nacional “estão ex-autarcas da Guarda, alguns apoiantes do PSD nas autárquicas de 2013 e 2017 “. Fonte do PS Guarda, revela alguma preocupação “e associo esta escolha a negócios com o candidato” de outros partidos, refere. O “estranho é que não houve avocação do processo” estando “a decorrer um processo ad doc do tempo da outra senhora”.

 

O candidato escolhido pela concelhia é António Monteirinho, eleito por maioria nos órgãos da concelhia da Guarda. Sem que tenha existido qualquer “oposição interna nos órgãos” concelhios. Tendo obtido maioria com uma abstenção no secretariado da Concelhia da Guarda (em 11 votos possiveis teve 10 aprovações e uma abstenção). Obteve uma larga maioria de 86,4% de aprovação na Comissão Política Concelhia do PS Guarda.

 

De acordo com uma sondagem, António Monteirino e Esmeraldo Carvalhinho eram os únicos socialistas da Guarda que estavam em condições de ganhar a presidência da Câmara da Guarda a Carlos Chaves Monteiro em 2021.

 

Alexandre Lote “afirmou publicamente que quem escolhia os candidatos autárquicos eram as concelhias” no entanto “deu o dito pelo não dito”. A imposição de “um nome fraco para a candidatura autárquica” em 2021 poderá estar relacionada em “diminuir a capacidade da Guarda no xadrez interno do PS “.

 

Existindo ainda problemas em Fornos de Algodres, Manteigas e Seia.

 

Em Fornos de Algodres, o afastamento de Rita Silva que foi Vice-Presidente da Câmara de Fornos de Algodres desde Outubro de 2013 consubstancia um “problema lactente nas autárquicas de 2021”.

 

Recorde-se que Alexandre Lote substituiu Rita Silva na vice-presidência da Câmara Municipal de Fornos de Algodres num “processo nada pacífico”. Sendo que durante a campanha eleitoral da candidatura do PS em 2017, “Rita Silva foi apresentada como candidata a vice-presidente” da autarquia. Fonte do PS de Fornos de Algodres, refere que “na festa de encerramento no mercado Municipal a Rita [Rita Silva] foi apresentada como candidata a vice-presidente da autarquia”.

 

Em Manteigas, a atual vice-presidente da autarquia pelo PS, a independente Célia Morais é candidata pelo Nós, Cidadãos.

 

Em Seia, após as diretas promovidas pela Concelhia e com o apoio da Federação do PS, o candidato derrotado Eduardo Ambrósio abandonou o PS, foi convidado para Vereador, mas não aceitou, não pretende “pactuar com esta forma de fazer política”.

 

Em Aguiar da Beira é notória a perda crescente de influência do PS no movimento independente Unidos Pela Nossa Terra (UPNT) que ganhou as eleições autárquicas em 2017 e agora tem pela frente o dinossauro Fernando Andrade [PSD].

 

Vários militantes do PS “não excluem que a história se volte a repetir” até ao verão de 2021. Recorde-se que Pedro Fonseca, presidente da Federação Socialista da Guarda “demitiu-se do cargo após a lista de candidatos às legislativas” ter sido “reprovada pela Comissão Política distrital”. Acabando o PS, por apresentar uma lista de candidatos a Deputados nas legislativas de 2019, não validados pelos militantes da Guarda, mas que foram apenas indicados pela “Direção nacional do PS”.