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Ser Maior e Vacinado

 

A europa a caminho de um futuro melhor, Portugal a acompanhar o passo, o raciocínio do homem um dom, com potencialidades quase ilimitadas e ideias iluminadas. A crença no valor da razão humana como motor de progresso e desenvolvimento aperfeiçoando a moral do homem, nas redes sociais, e no poder politico levando à mesma igualdade e justiça de todos os cidadãos. A razão a luz que guiava a humanidade, poderia levar-nos a ver a luz ao fundo do túnel.

 

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

 

 

A ideia de utopia foi proposta na Grécia Antiga por Platão e o seu objetivo era justamente o de encontrar uma sociedade ideal, em explícito contraste com as imperfeições da sociedade atual.

 

A visão platónica da sociedade ideal irá ser concebida mais tarde pela filosofia das Luzes, podendo abusivamente considerar-se esta como a reconfiguração moderna da visão utópica de Platão.

 

Na Alegoria da Caverna de Platão  (“A República”) os indivíduos que permanecem toda a vida de costas voltadas para a entrada, contemplando uma parede, só têm acesso às sombras projetadas através da luz de uma fogueira.

 

Assim, as pessoas que estão de frente para a fogueira veem somente as sombras dos objetos na parede da caverna e ouvem apenas os ecos dos sons produzidos cá fora. Talvez, alguns gesticulem em surdina para atarantar os acéfalos agita bandeiras.

 

Os prisioneiros associam as sombras dos objetos e os sons de uma determinada forma, o que lhes permite construir uma ilusão da realidade que, deste modo, se identifica com o que veem e ouvem dentro caverna.

 

Alguns políticos são prisioneiros da sua caverna? A realidade que apresentam é precondicionada, uma espécie de Alegoria da Caverna da atualidade e, logo, falsa, o que nos permite compreender que a nossa perceção do real é, muitas vezes, distorcida por ilusões, preconceitos ou falsas crenças em políticos de algibeira.

 

A caverna de alguns políticos tem vindo a sofisticar-se. Tem ar condicionado, espelhos, encontros e já recebe visitas. A fogueira pode representar a sua própria ilusão, enquanto as sombras projetadas na parede podem significar os preconceitos resultantes da nossa perceção distorcida do real.

 

Quando na caverna alguém pinta um apocalipse anunciado, e partilha uma cumplicidade natural pode significar interesses vários. Se alguém gritar “Democracia” ou apelar ao cumprimento dos formalismos pode ser chamado de delator pelos seus pares. Que nada! Estamos em democracia.

 

A violência política, a indiferença humana, a tirania dos cinco elementos, podem indiciar um processo administrativo demorado face a interesses estabelecidos. Mas acima de tudo a construção de novos sentidos para a vida em comunidade é o desiderato. O sistema está podre, todos dirão, mas há que mudá-lo. A Justiça é o último reduto quando tudo o resto falha.

 

“A beleza está nos olhos de quem a vê” uma expressão natural de reconhecimento que essa natureza pessoal e intransmissível da visão, sublinhando que nem sempre ela é coincidente com a norma. Mas a importância do cumprimento da norma e de perseguir a norma vai ser determinante no processo mal esclarecido e mal entubado. Ser maior é poder tomar decisões e definir caminhos. Sinalizar os caminhos que não quer percorrer.

 

A ideia de que o plano de desconfinamento poderá avançar mesmo que o famoso Rt possa aumentar, presume uma vacinação da maioria dos cidadãos, o que provavelmente não vai acontecer (tão cedo) pela falta de vacinas. Para evitar o perigo de borregar o plano de vacinação terá de haver restrições a nível local. Um aperto para os concelhos mais incautos, mas acima de tudo um garrote para os cidadãos que não têm culpa nenhuma das decisões dos políticos locais. Ser maior e vacinado começa a fazer mais sentido na Guarda!

 

The Economist