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Portugal pode reduzir para os 60 casos por 100 mil habitantes em dois meses

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A 21 de abril estavam internados em cuidados intensivos 104 doentes por covid-19 e hoje estão 98. O número de internados em enfermarias é de 342, a 24 de abril. No Hospital da Guarda estão internados 7 em enfermaria e 4 nos cuidados intensivos.

 

Portugal pode atingir os 60 casos de covid-19 por 100 mil habitantes dentro de “um a dois meses”, metade do limite de 120 estipulado no plano de desconfinamento, indica o relatório das “linhas vermelhas” da pandemia.

 

“Considerando o valor de Rt [índice de transmissibilidade] médio dos últimos cinco dias, que indica uma tendência decrescente, poderá atingir-se a incidência de 60 casos por 100 mil habitantes no prazo de um a dois meses”, estimam os dados hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

 

O Rt – indicador que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada – apresenta valores inferiores a 1 a nível nacional (0,98) e nas várias regiões do continente, com exceção do Norte (1,07).

 

Segundo relatório da “monitorização das linhas vermelhas para a covid-19”, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes acumulado nos últimos 14 dias foi de 74, com “tendência estável a nível nacional”.

 

A incidência mais elevada de novos casos foi registada no grupo etário dos 30 a 35 anos, com 122 casos por 100 mil habitantes, enquanto a mais baixa verificou-se entre as pessoas com mais 85 anos, faixa que apresentou 36 casos por 100 mil habitantes, o que “reflete um risco de infeção muito inferior ao risco da população em geral”.

 

Estes indicadores – o índice de transmissibilidade do vírus e a taxa de incidência de novos casos de covid-19 – são os dois critérios definidos pelo Governo para a avaliação continua que está a ser feita do processo de desconfinamento que se iniciou a 15 de março.

 

A DGS e o INSA indicam ainda que o número diário de pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos do continente revela também uma “tendência ligeiramente decrescente a estável”, encontrando-se abaixo do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

 

Relativamente à testagem a nível nacional, a proporção de positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,3%, valor que se “mantém abaixo do objetivo definido de 4%”.

 

“Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias”, que ascendeu a um total de 365.241, refere o mesmo relatório, que avança que, na última semana, “todos os casos de infeção foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e foram rastreados e isolados 89,3% dos seus contactos”.

 

Já no que se refere às variantes do novo coronavírus, os dados do INSA e da DGS estimam que a variante associada ao Reino Unido tenha sido responsável por 82,9% dos casos de covid-19 registados em março Portugal.

 

Foram identificados 54 casos da variante B.1.351 (associada à África do Sul), cuja prevalência estimada em março, com base na sequenciação, foi de 2,5%, e foram confirmados outros 29 casos da variante identificada como de Manaus, no Brasil.

 

“A análise global dos diversos indicadores sugere uma situação epidemiológica com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde”, concluem as duas entidades.

 

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.073.969 mortos no mundo, resultantes de mais de 144,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

Em Portugal, morreram 16.959 pessoas dos 833.964 casos de infeção confirmados, o número de recuperados é de 792.377  de acordo com o boletim mais recente da DGS.

 

 

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