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Todos os dias é 25 de Abril

 

Não estive lá, ainda faltava uns anos para cá andar. Mas não é necessário lá ter estado para o sentir, não é preciso saber o que é não ser livre para ter a certeza de nunca deixar de querer estar a viver a liberdade, em concomitante liberdade.

 

 

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

 

Em democracia, nenhuma data do calendário tem proprietário privado. Muito menos o 25 de Abril, que não assinala só a Revolução dos Cravos: celebra o aniversário do primeiro dia em que os portugueses disseram o que queriam um sufrágio livre, direto, secreto e universal.

 

“As maiores dificuldades do ser humano começam quando ele se torna apto a fazer do modo que quiser”, afirmava o autor Aldous Huxley do Admirável Mundo Novo. Viver em liberdade é difícil, pode ser complexo, mas vale a pena. Num regime de partidos políticos importa manter um pensamento político próprio.

 

A importância do cidadão ter um pensamento político sólido, robusto e resiliente ganha cada vez mais importância no mundo do Portugal Digital. O cidadão comum já não se revê nos partidos políticos tradicionais, isso é indesmentível. No entanto, os partidos são o garante da Democracia. Alguns dirigentes dos partidos políticos tradicionais também não se revêm no cidadão comum, existe alguma reciprocidade com o povo. O partido é utilizado por alguns para arranjar um “emprego-publico”, uma “nomeação”, uma progressão na carreira” uma vantagem que a “sua competência” jamais alcançaria. O povo sabe e vai “afagando” o “proletariado partidário”.

 

A maioria dos políticos locais o único emprego que criaram foi o seu e é pago por todos os contribuintes. A liberdade tem permitido anúncios que nunca serão concretizados. Não são os partidos políticos os responsáveis, são os militantes desses partidos políticos os únicos responsáveis, não pela sua ação mas especialmente pela sua omissão.

 

Os partidos políticos estão em crise e potencialmente à beira de um grave declínio é atualmente uma ideia mais ou menos consensual entre os cidadãos de todas as democracias estabelecidas na europa.

 

Na verdade, embora as organizações partidárias possam estar a fracassar, os partidos enquanto tais certamente não estão. Os partidos são os militantes que desinteressadamente militam na força política que mais ou menos incorpora os seus ideais, não são os indivíduos que se “associam” para obter uma qualquer vantagem patrimonial ou um negócio para uma qualquer empresa. Esses militantes desinteressados, são poucos, mas bons! Vale a pena apostar neles.

 

A corrupção anda sempre debaixo do nosso nariz. Agora temos desculpa pois a máscara tolhe o nosso olfato. Sabemos que uns andam por aí. Cospem o seu ódio abertamente nas redes sociais, cada vez menos dissimuladamente na nossa mesa de café. Enchem colunas de alguma comunicação social, enchem o ar de gatafunhos de populismo e tentam, com o seu sopro miserável impostor da pátria, putrefazer a democracia. Pois que sigam tentando! Impostores há dos dois lados dirão alguns: dos partidos tradicionais e dos partidos populares que ensombram este dia da Liberdade. Provavelmente têm razão! A democracia não é imperfeita mas contêm imperfeições.

 

O declínio não atinge apenas os níveis de filiação partidária é também evidente que as organizações partidárias se mostram cada vez mais incapazes de atraírem as atenções, os melhores, os jovens a massa crítica, e os afetos das pessoas. Quando um partido abdica da escolha democrática para a inefável escolha, a escolha poderá ser a prisão da democracia e o borregar desse partido no concelho. Temos que ser mais exigentes a exigir Democracia! Viva o 25 de Abril. Todos os dias é 25 de Abril!

 

 

 

 

 

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