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Bispo da Guarda “Há perigo de desagregação da vida social no interior”

 

D. Manuel Felício refere que “Há perigo de desagregação da vida social no interior” em entrevista à Rádio Renascença a que o GuardaNoticias teve acesso.

 

O tráfico de pessoas, o despovoamento do interior e a sustentabilidade das instituições particulares de solidariedade social (IPSS)​ foram as grandes preocupações referidas pelo Bispo da Guarda D. Manuel Felício.

 

“O tráfico de pessoas não diminuiu na região”, alerta o bispo da Guarda. “As informações que chegam são de que o tráfico humano não tem diminuído”, diz D. Manuel Felício em entrevista à Renascença.

 

O prelado afirma “não ter pormenores” sobre a situação, mas lembra que o facto de a Guarda ser um lugar de passagem potencia este tipo de fenómeno e lembra a situação “dos trabalhadores sazonais, que vêm por uma temporada, sendo acolhidos em condições que não desejáveis e, por vezes, são mesmo condições menos humanas”, refere na entrevista à Renascença.

 

“É necessário dar atenção às pessoas e isso também se verifica aqui um bocadinho, quanto a migrantes e quanto também quanto ao acolhimento de pessoas em trabalhos sazonais”, declara.

 

“Temos que estar atentos”, reforça bispo. “Não queremos que esta tendência do tráfico de pessoas continue e temos que a desfazer o mais possível, porque as pessoas não são para traficar, são para respeitar e valorizar”.

 

O Bispo refere que “Há perigo de desagregação da vida social no interior” e “Há o risco de muitas instituições virem a fechar”. D Manuel Felicio elege a incerteza sobre o futuro das instituições de solidariedade como outro dos grandes problemas na diocese.

 

“Temos um serviço de acolhimento a refugiados e até estamos a proceder a uma requalificação das instalações que, neste momento, albergam 35 refugiados que estão a receber formação e estão a entrar progressivamente no mundo do trabalho, estão a ser inseridos nas escolas, no próprio sistema de saúde”, realça D. Manuel Felício na entrevista concedida à rádio.

 

“Há perigo de desagregação da vida social no interior” face ao risco de muitas instituições fecharem portas. “Já tive oportunidade de o dizer à ministra da Solidariedade, defendendo a necessidade de o Estado legislar no sentido de dar força a estas instituições”, reforça.

 

 

FONTE: Rádio Renascença