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Bispo alerta para quadro “dramático” na Guarda

 

D. Manuel Felício refere que o Programa de Recuperação -“Espero que não fique apenas nos serviços estatais” em entrevista à Rádio Renascença.

 

O bispo D. Manuel Felício considera assim que o quadro que se vive na Guarda pode vir a tornar-se “dramático” porque, para além de deixar “os que precisam ficam sem o serviço a que têm direito” deixará, também, pessoas sem emprego.

 

“Em muitos dos nossos lugares, as únicas instituições empregadoras são estas” [IPSS´s], argumenta.

 

O bispo da Guarda alerta para o contexto de enorme fragilidade vivido no interior onde “o despovoamento e velhice” são crescentes e insiste na tese de que “ou temos instituições capacitadas, potenciadas para ajudar esta gente ou, então, o abandono o isolamento, e o sentimento de que as pessoas estão à margem” vai continuar.

 

Assim, D. Manuel Felício manifesta o “receio quanto ao resultado dos Censos em curso”, lembrando que “o concelho da Guarda, no último Censos, tinha 45 mil habitantes”.

 

Estou com receio dos números que vão chegar, no sentido em que a realidade que eu sinto aponta para muito despovoamento, sobretudo nas aldeias, e a cidade não tem crescido com a diminuição das aldeias. A cidade ainda podia crescer em percentagem equilibrada com a diminuição da população das aldeias. Infelizmente, não sinto que isso esteja a acontecer. Vamos ter aqui população predominantemente menos no ativo, porque quem está no ativo vai para o lugar onde são oferecidos empregos”, declara.

 

Se falham as instituições, a própria vida social de uma terra cai”, reforça o bispo da Guarda, D. Manuel Felício manifesta também o seu desejo de que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) dê resposta às necessidades de investimento “nas áreas que é necessário potenciar” na região.

 

Espero que a fatia que vem do PRR possa também chegar a estes âmbitos e que não fique apenas naquilo que já está institucionalizado; nos serviços estatais, nas empresas públicas”, alerta.

 

O bispo considera fundamental “uma economia voltada para o empreendedorismo” e defende a aposta “nos lugares menos populosos que habitualmente são esquecidos de forma errada”, refere na entrevista à Rádio Renascença.