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Luís Couto “indicado por Santinho Pacheco” para candidato do PS

 

Maria da Luz Rosinha confirmou ontem que foi por “indicação” do Deputado Santinho Pacheco que Luís Couto foi o escolhido para ser candidato do PS na Guarda. Sendo que foi o “único dos candidatos propostos que terá aceitado” encabeçar uma lista “pré-feita e elaborada fora dos órgãos concelhios do PS”.

 

Recorde-se que em abril a escolha terá agitado a família socialista da Guarda pelo facto de um “grupo de cinco militantes do Partido Socialista das concelhias, da Guarda, Gouveia e Fornos de Algodres terão proposto à sede Nacional o nome de Luís Couto como candidato independente à Câmara da capital de Distrito da Guarda”.

 

O independente Luís Couto foi apresentado no passado sábado na antiga praça-velha como candidato do PS nas próximas eleições autárquicas.

 

Durante a apresentação subiram ao palanque: António Monteirinho presidente da conclehia, Alexandre Lote presidente da distrital, Maria de Lurdes Rosinha secretária-nacional do PS para as autarquias, Ana Mendes Godinho, Luis Couto e ainda José Luís Carneiro, atual Secretário-Geral-Adjunto do Partido Socialista.

 

Maria da Luz Rosinha subiu ao palanque onde fez o enquadramento da escolha de Luís Couto a candidato do PS na Guarda, referindo que “eu não conhecia o Luis Couto, e um dia comecei a falar com ele por indicação do Santinho Pacheco (penso que posso dizer) para lhe fazer o desafio de ser candidato à Câmara Municipal da Guarda”.

 

Chegando mesmo a afirmar que “nunca nos tínhamos visto” e “falamos ao telefone” avança a responsável pelas autarquias do PS. “No centro da esquerda em Lisboa fiquei com a certeza” que [seria o candidato do PS] dado que “disse ao que ia” e “tinha tudo decidido na cabeça dele” este “tinha um rumo” [Luís Couto], refere a secretária nacional do PS com o pelouro das autarquias.

 

Numa referência às “conversas telefónicas” a secretária-nacional do PS chega a dizer [sobre Luís Couto] que “havia dias de mais entusiasmo outros de menos entusiasmo” mas este “tinha tudo decidido na cabeça dele”.

 

A secretária-nacional do PS teceu ainda algumas considerações publicamente sobre o Presidente da Concelhia do PS Guarda disse vou “fazer uma referência pessoal a António Monteiro nem sempre estivemos de acordo” mas “estamos unidos por um projeto novo para a Guarda”.

 

Segundo fonte do PS local, Luís Couto o independente apresentado como candidato do PS à Guarda não “foi sufragado por qualquer órgão do PS local ou distrital”.

 

O processo da escolha do candidato “não foi avocado” pelo que é um “candidato “ilegítimo e irregular”. Sendo mesmo o “único candidato da história do PS na Guarda que não foi eleito pelos militantes” da comissão política concelhia ou diretamente pelos militantes e “isso “pode ser visto pelos adversários” como uma “fragilidade crítica insanável” e “faltando-lhe legitimidade democrática” sendo esta uma das maiores “fraquezas do candidato”.

 

A estratégia da nacional passará por apresentar o candidato publicamente e depois “obrigar” os militantes da comissão política concelhia do PS da Guarda a uma “aprovação à posteriori” sabendo que “pelo interesse do partido ninguém tinha coragem de não votar este nome já escolhido por nomeação”.

 

FOTO(s): candidatura de Luís Couto