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A “Transformação Digital” um Guarda dos Direitos dos Cidadãos

A transformação digital não é um fim em si mesma, nem um objetivo geral, é um desafio social e de sociedade. A Guarda tem que liderar o processo de Transformação Digital da Beira Interior.

A transformação digital é organizacional, mas é também operacional e de processos, onde a tecnologia é apenas um catalisador e está centrada nas pessoas. A mudança envolve uma transformação cultural que é necessário saber gerir e liderar dentro das organizações públicas ou privadas.

(*) Nuno Fonseca Ferreira

Licenciado e Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações

Master of Business Administration

Liderar em tecnologia é antónimo de liderança familiar e tentacular – liderar com transparência pode não interessar a todos. Os pequenos poderes falecem e a qualidade toma conta dos processos com a emissão de indicadores qualitativos – assustador? A tecnologia é um enabler de igualdade, assim saibamos aproveitar a mesma na sua melhor perspetiva da digitalização da sociedade.

A digitalização da sociedade (e da economia) é um propósito europeu, mas numa lógica que quer ser diferenciadora, com padrões tecnológicos exigentes e que respeitem os princípios éticos e direitos humanos.

Os cidadãos devem ser capazes de expressar, partilhar e ter novas ideias livremente em contexto digital, sem quaisquer limitações arbitrárias, censura ou intimidação, em condições que facilitem a imprensa pluralista e livre. Apostando na alfabetização dos atores públicos.

Os cidadãos devem ter acesso aos serviços públicos de forma digital, aumentando a facilidade de utilização dos mesmos. O acesso deve permitir uma customização com procedimentos claros e transparentes e receber o atendimento de acordo com suas necessidades e preferências do cidadão. Um exemplo desse tipo de serviço é a entrega e consulta do estado de um pedido de licenciamento autárquico de um qualquer projeto e da sua tramitação que os engenheiros entregam atualmente em suporte papel nos serviços camarários. Uma listagem onde conste o ponto de situação, os tempos, documentação em falta, o responsável pelo atraso e restantes documentos de tramitação, pode e deve ser analisado nas reuniões semanais de câmara por forma a agilizar os processos e reter o investimento no concelho.

A digitalização não deve restringir o direito de acesso aos serviços públicos por parte das pessoas que não possam utilizar os meios digitais pelo que é importante manter um processo paralelo que garanta este direito fundamental.

A Declaração de Lisboa – Democracia Digital é uma iniciativa da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia que quer apontar caminhos para o futuro digital. No site todos os que quiserem podem apoiar a Declaração de Lisboa, o que pode ser feito por empresas, organizações da sociedade civil ou pelos cidadãos.

FOTO: The Economist
(Fim do artigo – www.guardanoticias.pt – As notícias da Guarda no Facebook e Twiter).