As notícias da Guarda mais perto de Si

“Matança para todos?” – “Quantos votos vale um outdoor?”

 


 

O PSD de Fornos de Algodres colocou um cartaz praticamente igual ao que utiliza em todas as freguesias do concelho, no qual apenas a mensagem muda “Todos pela matança, Matança para todos”. A carnificina anunciada, pode ser apenas uma estratégia de “marketing político” ou um golpe de sorte.  A atual presidente de Junta Maria João Albuquerque é recandidata ao lugar.

 

A frase “Fornos para Todos” que costuma ser usada por uma loja de eletrodomésticos, não passou indiferente, e o humorista António Raminhos não quis ficar fora da brincadeira e publicou nas suas redes sociais:

 

 

“Chegou a hora de dar a conhecer os rostos dos candidatos que têm o apoio da nossa candidatura nas diversas freguesias do concelho. A primeira freguesia é a MATANÇA, onde voltamos a candidatar a atual presidente de Junta, Maria João Albuquerque”, sob o lema “TODOS PELA MATANÇA, MATANÇA PARA TODOS!” a candidatura está nas redes sociais.

 

Matança é uma freguesia com 243 habitantes, tem uma área de 13,82 km² e dista da Sede de Concelho (Fornos de Algodres) mais de 9,4 km.

 

O nome de Matança virá de um “encarniçado combate ali travado, segundo uns, entre romanos e bárbaros (alanos?) e, segundo outros, entre cristãos e árabes”. Os cristãos terão sido derrotados no “Campo do Desbarate” na povoação do Souto de Aguiar, mas os cristãos foram vencidos sendo mortos alguns dos principais cavaleiros com muitos soldados a pé.

 

Matança sede de concelho, e pertencia à Comarca de Trancoso, foi extinto e incorporado no de Fornos de Algodres em 1836, com todas as suas propriedades camarárias.

 

Segundo João Gomes de Almeida [Imagens de marca] “As autárquicas deste ano, pelas condições circunstanciais em que vivemos, podem ser o enorme ponto de viragem na comunicação política nacional”.

 

O tradicional verteu-se para o digital. Os “outdoors grandes em jarda com a cara do candidato; outdoors pequenos aos magotes com as promessas eleitorais; um site que ninguém visitava; infomails distribuídos pelos ctt em todas as casas; merchandising para distribuir ao fim-de-semana no mercado municipal; porcos no espeto para os bairros municipais; umas festas para os jovens; press releases para a imprensa local; carros de som emissores de poluição sonora, com um hino quase sempre sofrível; uma sede de campanha que só servia para aumentar o ego do candidato; e comícios caros que só convenciam quem já estava convencido, porque caso contrário não se iam enfiar num comício” segundo o especialista João Gomes de Almeida.

 

 


 

 

(Fim do artigo – www.guardanoticias.pt – As notícias da Guarda no Facebook e Twiter).