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Médicos do Centro “mais faculdades não significa mais profissionais”

Notícias de Coimbra



O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, disse hoje que não é com mais faculdades de medicina que Portugal vai ter mais médicos, em resposta ao anúncio de mais cursos de medicina nas Universidades de Aveiro Évora e Vila Real pelo ministro Manuel Heitor.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, quer alargar o ensino da medicina até 2023, destacando Aveiro, Vila Real e a Universidade de Évora onde a abertura dos cursos poderá ocorrer, segundo uma entrevista dada ao Diário de Notícias.

“É preciso perceber que, para termos mais médicos em Portugal, não temos de ter mais estudantes, mas sim fazer um maior investimento na formação nos hospitais e nos centros de saúde para termos, isso sim, mais médicos especialistas”, disse Carlos Cortes, em declarações à agência Lusa.

“Dizer que por haver mais faculdades de medicina vamos ter mais médicos é uma profunda hipocrisia, porque sabemos perfeitamente que muitos dos diplomados em medicina não conseguem ter uma vaga para a especialidade, dado que o Serviço Nacional de Saúde não oferece as vagas para conseguir absorver todos os diplomados em medicina”, avançou.

Segundo o dirigente da Secçao Regional da Ordem dos Médicos da Região Centro, “são milhares os diplomados em medicina que existem em Portugal e que não têm acesso a uma especialidade médica”.

Recorde-se que Carlos Cortes reuniu com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda em julho na sequência do reduzido número de vagas para médicos especialistas atribuídas à ULS da Guarda.



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