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Campanha eleitoral para as autárquicas arranca hoje oficialmente


A campanha oficial para as eleições autárquicas, que se realizam em 26 de setembro, começa hoje na Guarda para os partidos PSD, PS, CDS, CDU, BE e Chega e um grupo de cidadãos independentes PG, que concorre à autarquia da Guarda. O distrito da Guarda tem 148.095 eleitores em 14 concelhos. Os holofotes estão direcionados para a capital de distrito. Portugal tem 308 municípios e 3.091 juntas de freguesia (Leia o artigo até ao fim – www.guardanoticias.pt – As notícias da Guarda mais perto de si).

O PSD na Guarda vai a votos dividido. O líder da concelhia do PSD (Sérgio Costa) demitiu-se para entrar na corrida às autárquicas como independente. A lista do PSD é encabeçada pelo atual Presidente Carlos Chaves Monteiro que substituiu Álvaro Amaro. A lista de Sérgio Costa “Pela Guarda” é constituída por militantes e simpatizantes de vários políticos, do PSD ao PS, e outros cidadãos independentes da Guarda.

O PS candidata o independente Luís Couto à Câmara da Guarda, um nome proposto pela direção nacional do PS contra o nome avançado pela Comissão Política Concelhia do PS da Guarda, António Monteirinho. O habitual processo democrático de seleção do candidato por votação nos órgãos concelhios, foi substituído pela nomeação da Direção nacional do candidato autárquico. O que ainda não foi absorvido pelos militantes da concelhia do PS da Guarda. Tendo mesmo provocado a demissão de elementos do Secretariado da Concelhia do PS Guarda. O processo eleitoral interno não foi avocado pelos órgãos distritais ou nacionais. As listas não foram votadas nos órgãos concelhios do Partido Socialista local o que é visto como uma fragilidade adicional, ou uma precaução porque poderiam ser chumbadas pela comissão política concelhia. A escolha de independentes, que desde 2013 foram apoiantes de Álvaro Amaro promete dividir o eleitorado socialista no concelho da Guarda.

A questão que se impõem é qual “da divisão interna, vai prejudicar mais cada um dos candidatos dos principais partidos”? A do PSD? Ou a do PS? De que “forma o grupo de cidadãos P´ela Guarda poderá assumir uma posição de destaque neste embate eleitoral”, uma resposta que os eleitores vão dar a 26 de setembro.

No concelho da Guarda estão inscritos 37.735 eleitores. Em 2017 eram 43 freguesias no concelho da Guarda, existem 3 freguesias que passaram a plenário com menos de 150 eleitores, Avelãs da Ribeira (146), João Antão (128) e Vila Franca do Deão (143).

Em 2017, o PSD venceu com 61,20%, teve 14.476 votos e elegeu 5 vereadores. O PS teve 23,35%, teve apenas 5.523 e elegeu 2 vereadores. O CDS-PP.MPT.PPM teve 5,59%, teve 1.321 votos. O Bloco de Esquerda B.E. teve 3,04% e 718 votos. O PCP-PEV teve 2,11% com 499 votos dos eleitores.

Segundo o calendário divulgado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), a campanha que hoje tem início decorre até 24 de setembro, antevéspera do dia eleitoral.

Mais de 9,3 milhões de eleitores podem votar nestas eleições do poder local, recebendo cada um três boletins de voto, um dos quais para eleger o executivo de cada uma das 308 câmaras municipais, outro para cada assembleia municipal e um terceiro para a eleição das assembleias de freguesia.

A CNE estima que tenham sido apresentadas, na totalidade, cerca de 12.370 listas, das quais cerca de 1.035 por grupos de cidadãos eleitores (GCE).

De acordo com os orçamentos de campanha entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, concorrem às autárquicas, isoladamente ou em coligação, mais de 20 partidos: Aliança, BE, CDS-PP, Chega, Ergue-te, Iniciativa Liberal, JPP, Livre, MAS, MPT, Nós, Cidadãos!, PAN, PCP e PEV (que formam a CDU – Coligação Democrática Unitária), PCTP/MRPP, PDR, PPM, PS, PSD, PTP, RIR e Volt Portugal.

Ainda segundo os orçamentos de campanha, 64 dos 308 municípios do país contam com candidaturas de grupos de cidadãos, sendo que, em quatro municípios, há dois movimentos independentes em cada: Albufeira (no distrito de Faro), Sabrosa (Vila Real), Redondo (Évora) e Castelo de Paiva (Aveiro).

Os candidatos preveem gastar na campanha um total de 33,6 milhões de euros, abaixo dos cerca de 39 milhões de euros gastos em 2017.

Os partidos e coligações de partidos estimam gastar um total de 31 milhões de euros na campanha eleitoral (em 2017 gastaram 35 milhões) e os grupos de cidadãos 2.639.120,7 euros. O PS continua a ter o orçamento de campanha mais elevado, com 11,43 milhões de euros.

De acordo com o mais recente Relatório Síntese dos Processos (Queixas e Parecer) e Pedidos de Informação da CNE, até 05 de setembro esta entidade já tinha recebido pelo menos 577 queixas e 53 pedidos de parecer relacionados com as eleições.

As eleições autárquicas irão decorrer entre as 08:00 e as 20:00 de dia 26 de setembro.


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