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Sindicato diz que dedicação exclusiva dos médicos tem “fator positivo”

 

 

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou ontem que a dedicação exclusiva dos médicos, prevista no novo Estatuto do SNS, levanta uma “preocupação” e um “fator positivo” ao exigir a negociação sindical, uma questão “importante de regulação do país”.

 

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O Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros, prevê a dedicação plena aplicada progressivamente aos médicos e a criação de uma direção executiva para a gestão do SNS.

 

O secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, recordou que a dedicação exclusiva foi um regime de trabalho determinado pelos antigos ministros da Saúde socialistas Correia de Campos e Ana Jorge.

 

“Nessa altura cerca 50% dos médicos aderiram a esse sistema que funcionava com bastante empenho e com bastante vontade por parte dos médicos, [mas] “aquilo que ontem [quinta-feira] foi anunciado e do que sabemos levanta-nos desde logo uma preocupação e um fator positivo”, referiu Roque da Cunha.

 

O fator positivo, explicou, “é que finalmente o Ministério da Saúde resolve cumprir a lei ao anunciar que é obrigatória a negociação sindical”.

 

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou hoje que a dedicação exclusiva dos médicos, prevista no novo Estatuto do SNS, levanta uma “preocupação” e um “fator positivo” ao exigir a negociação sindical, uma questão “importante de regulação do país”.

 

O novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros, prevê a dedicação plena aplicada progressivamente aos médicos e a criação de uma direção executiva para a gestão do SNS.

 

Comentando a medida, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, começou por lembrar que a dedicação exclusiva foi um regime de trabalho determinado pelos antigos ministros da Saúde socialistas Correia de Campos e Ana Jorge.

 

“Nessa altura cerca 50% dos médicos aderiram a esse sistema que funcionava com bastante empenho e com bastante vontade por parte dos médicos, [mas] “aquilo que ontem [quinta-feira] foi anunciado e do que sabemos levanta-nos desde logo uma preocupação e um fator positivo”, disse Roque da Cunha.

 

O fator positivo, explicou, “é que finalmente o Ministério da Saúde resolve cumprir a lei ao anunciar que é obrigatória a negociação sindical”.

 

“Houve centenas de portugueses que antes do 25 de Abril sacrificaram a sua vida e a sua liberdade para combater e criarem a democracia, os nossos deputados constituintes plasmaram-no na lei, mas esta senhora ministra da Saúde desde que tomou posse tem recusado esse cumprimento da lei”, criticou.

 

Roque da Cunha, lamentou que a dedicação exclusiva seja só para alguns médicos que, apresentando um projeto de atividade assistencial, sejam escolhidos por parte das administrações.

 

 

“Quando existe esta capacidade de dizer que sim a uns e dizer que não a outros, mesmo que tenham excelentes projetos de atividade assistencial, parece-nos alimentar aquilo que ultimamente tem grassado nas estruturas da saúde uma política de subserviência, uma política de filhos e uma política de enteados”, avançou que irá fazer tudo para que no processo negocial esta medida seja estendida a todos os médicos que assim o entendam.

 

“Desta forma poderá criar-se condições para mais algumas centenas de médicos permanecerem no Serviço Nacional de Saúde”, referiu.

 

“A circunstância de um médico que faz 40 horas ter como salário líquido 1.800 euros e um médico especialista que faz 35 horas ter como salário líquido 1.100 euros têm feito com que o número de rescisões no SNS tenha aumentado e que o número de médicos recém-especialistas que não acedem a este tipo de condições no seu SNS tenha aumentado”, reforçou.

 

Roque da Cunha lamentou ainda que o Governo não reconheça que “tem aqui um problema seríssimo”, lembrando o que está a acontecer em vários hospitais, entre eles Castelo Branco, Guarda, Leiria, Setúbal, no Algarve, no Alentejo, em Beja e Évora são permanentes as denúncias de equipas de serviço de urgência abaixo dos mínimos.

 

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