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PSD pede eleições antecipadas na Guarda e destituição do presidente da Câmara

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O PSD da Guarda pede “destituição do presidente da Câmara Sérgio Costa” e pede “eleições autárquicas antecipadas na Guarda” em 2022. E desafia O PS a apoiar esta proposta.

 

Segundo a concelhia do PSD Guarda o “grau de compromisso de Sérgio Costa com a funcionária condenada a dois anos de prisão, a confiança entre ambos, a conexão nas funções que levaram ao crime “retiram-lhe qualquer condição moral, ética ou política para desempenhar o cargo”, afirmou Carlos Chaves Monteiro. O juiz considerou o testemunho de Sérgio Costa “nada isento, em tudo a tentar proteger a arguida, muito impreciso, sem objetividade”. O PS foi desafiado a apoiar a proposta.

 

A condenação a dois anos de prisão de uma chefe de serviços da Câmara da Guarda várias vezes nomeada para funções de responsabilidade por Sérgio Costa, bem como a descredibilização do testemunho do atual presidente da Câmara pelo juiz que julgou o processo, levaram o vereador social-democrata Carlos Chaves Monteiro a considerar que não existem condições morais nem políticas para que o mandato seja levado até ao fim.

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“O grau de compromisso do presidente da Câmara com Luísa Santos, condenada pelo crime de perseguição agravada, a confiança mútua existente entre ambos, a conexão dos dois no desempenho das funções que levaram à prática do crime e o lamentável testemunho que o Eng. Sérgio Costa prestou perante o tribunal, tudo junto, retiram-lhe qualquer condição moral ou ética – e também qualquer condição política! – para continuar a desempenhar o cargo”, afirmou Carlos Chaves Monteiro, que antecedeu Sérgio Costa à frente da autarquia.

 

“A população da Guarda não pode ter à frente do seu município alguém a quem um juiz de Direito, que o ouviu em declarações sob juramento, considera “nada isento, em tudo a tentar proteger a arguida, muito impreciso, sem objetividade e até contrário com as regras da experiência e com tudo o restante já referido nos autos”, citou do processo Carlos Chaves Monteiro durante a sessão pública da Câmara. “O tribunal não deu qualquer valor às declarações fugidias, vagas, sem um fio condutor e até contraditórias prestadas pela testemunha” Sérgio Costa, pode ler-se no processo.

 

“Quem assim procede em Tribunal não tem, nem a dignidade mínima para o exercício do cargo de presidente da Câmara de um município de gente honrada como é o da Guarda, nem as condições políticas, morais e éticas para continuar no exercício do cargo para o qual foi eleito por escassa margem”, afirmou o vereador do PSD.

 

O ex-Presidente da Câmara Municipal da Guarda Carlos Chaves Monteiro propõem “por isso, a destituição do Executivo camarário e a realização de eleições antecipadas para devolver à Guarda, e à sua autarquia, o prestígio e a dignidade que elas merecem!”

 

O PS é desafiado a acompanhar o pedido do PSD de eleições antecipadas. Ao propor a realização de eleições antecipadas, Carlos Chaves Monteiro desafiou o Partido Socialista a acompanhar o PSD na defesa da dignidade do município e na moralização da vida política na cidade e no concelho. “Se não acompanhar o PSD nesta proposta, o PS será cúmplice de uma presidência de Câmara que nos envergonha a todos”, afirmou o vereador social-democrata.

 

Carlos Chaves Monteiro invocou o despacho em que Sérgio Costa, já como presidente da Câmara, voltou a nomear Luísa Santos em 2021, agora para o cargo de “assessora” para o “assessorar e coadjuvar” com isenção de horário de trabalho. “É um despacho ilegal porque a senhora, legalmente, já não devia, face às imputações que lhe eram dirigidas, desempenhar funções – e é um despacho datado de 27 de novembro, Dia do Município da Guarda e feriado municipal, uma ocasião em que os serviços da Câmara estão fechados e sem funcionários”, recordou o vereador.

 

No final da sua intervenção, Carlos Chaves Monteiro chamou a atenção para o facto do escândalo da articulação e tentativa de proteção de uma funcionária condenada por parte do presidente da Câmara estar em linha com o seu comportamento durante os incêndios de verão. O presidente da Associação de Proteção Civil, João Paulo Saraiva chamou-lhe “incompetente em matéria de proteção civil”, chamou-lhe “medíocre” e “ignorante”. E acusou-o de “não ter constituído unidades locais de Proteção Civil”.

 

Para o atual vereador, Carlos Chaves Monteiro, “é fundamental devolver ao povo da Guarda ocasião para se pronunciar e abrir um novo processo eleitoral”.

 

Segundo o social-democrata, “a queda deste executivo e a marcação de eleições intercalares é a única forma de ultrapassar o descrédito em que o Eng. Sérgio Costa lançou o município da Guarda, repor a confiança do eleitorado e defender a honra e a dignidade dos guardenses”.

 

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