A oposição há muito que apela à criação de uma comissão nacional independente de inquérito.
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O Parlamento israelita aprovou esta segunda-feira, 6 de julho, em primeira leitura, uma lei que cria uma comissão de inquérito, defendida pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, sobre as falhas de segurança que levaram ao ataque de 7 de outubro de 2023 pelo movimento islâmico palestiniano Hamas. A votação foi boicotada pela oposição, que acredita que a comissão proposta estará sob o controle do governo.
Conforme definido nesta lei, os seis membros da comissão deverão ser nomeados pelo Knesset, por maioria de dois terços. Na ausência de consenso, três membros deverão ser designados pela coligação governamental e três pela oposição. Ex-reféns, sequestrados pelo Hamas durante o 7 de Outubro, ou familiares enlutados desempenhariam o papel de observadores, enquanto as deliberações da comissão serão transmitidas e acessíveis ao público em geral.
Figuras da oposição disseram que boicotarão qualquer comissão nomeada por políticos. A oposição há muito que apela à criação de uma comissão nacional independente de inquérito, um mecanismo que foi frequentemente implementado no passado durante períodos de elevada fiabilidade. As sondagens indicam que a maioria dos israelitas, independentemente da sua orientação política, apoia um tal mecanismo de investigação.