Dois dias antes da grande final da Copa do Mundo, no domingo, entre os atuais campeões Argentina e Espanha, várias organizações de direitos humanos criticaram severamente a associação mundial Fifa e os EUA, co-anfitriões da Copa do Mundo. A sua acusação: violação massiva dos direitos humanos durante o mega torneio no EUACanadá e México.
Minky Worden, da Human Rights Watch, disse numa conferência de imprensa em Nova Iorque: “Esta Copa do Mundo foi disputada tendo como pano de fundo o abuso de imigrantes por parte do governo dos EUA e o fracasso da FIFA em defender os seus próprios padrões de direitos humanos”.
Polêmica agência de imigração dos EUA, ICE, em foco
Antecedentes: Nos últimos dias, registaram-se várias mortes relacionadas com operações da controversa agência de imigração dos EUA, ICE (US Immigration and Customs Enforcement). Um imigrante foi baleado nos estados norte-americanos do Texas e do Maine. Worden exige, portanto, que haja um minuto de silêncio antes do início da final da Copa do Mundo.
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As organizações também acusam a FIFA de impedir que muitos torcedores ao redor do mundo compareçam à Copa do Mundo – inclusive por meio de preços exorbitantes de ingressos e regras rígidas de vistos. Ronan Evain, da organização Football Supporters Europe, disse: “Foi uma Copa do Mundo para poucos sortudos. Uma Copa muito americana Wm.“
Além disso, os jornalistas não tinham liberdade suficiente para reportar. E diz-se que as pessoas da comunidade LGBTQI+ muitas vezes não se sentiam apoiadas nem seguras. Na preparação para o torneio, a Human Rights Watch alertou que a Copa do Mundo era “uma potencial catástrofe para os direitos humanos”.