O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse na quarta-feira que o exército do estado judeu permaneceria “por um período indefinido” no Líbano, na Síria e em Gaza.
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O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou, quinta-feira, 2 de julho, que as negociações que o país conduz com Israel não constituem uma traição, como acusa o Hezbollah, movimento pró-iraniano. O chefe de Estado garantiu que não daria “nem um centímetro de território libanês”.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse na quarta-feira que o exército israelense ficaria “por tempo indeterminado” no que ele descreve como “zona segura” estabelecidos no Líbano, na Síria e em Gaza. Em 26 de Junho, sob os auspícios de Washington, o Líbano assinou um acordo-quadro com Israel com vista a alcançar um acordo “paz duradoura”um texto violentamente contestado pelo Hezbollah. Estas negociações directas não são “uma traição, mas uma guerra diplomática, sem derramamento de sangue desnecessário”sublinhou Joseph Aoun, enquanto a nova guerra entre Israel e o Hezbollah causou mais de 4.200 mortes no Líbano desde 2 de março, segundo as autoridades.
Joseph Aoun enfatizou que o Líbano decidiu iniciar conversações “para garantir a retirada israelense do seu território”. O acordo-quadro prevê que o exército libanês restaure a sua autoridade no sul do país, sujeito ao desarmamento do Hezbollah, começando com “área piloto” onde o exército israelita se retiraria, mas não definiu um calendário.